quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Foz do Iguaçú - PR



Fui à Foz do Iguaçú pela primeira vez em 1980 e, desde então, viajar para lá está sempre nos meus planos, pelo menos uma vez por ano, às vezes duas!

Todo mundo deveria ir lá pelo menos uma vez na vida, pelo menos para conhecer e admirar as cataratas.

Ir de carro à Foz é temerário; as estradas do interior do Paraná são boas mas a quantidade de caminhões e ônibus tira qualquer motorista do sério pois a oportunidade de ultrapassagens são muito poucas. Para se ter uma idéia, os cerca de 660km entre Curitiba e Foz do Iguaçú costumam levar aproximadamente 12 horas para serem percorridos de carro.

A alternativa mais viável econômica e fisicamente é o avião. Fique de olho nas promoções de preços das passagens, já cheguei a pagar cerca de R$ 200 ida e volta (partindo de São Paulo - Guarulhos) em uma "black Friday" para voar em Maio do ano seguinte.

A cidade conta com rede hoteleira para todos os gostos e preços. Nas últimas duas vezes em que fomos ficamos hospedados no Hotel Viale Tower que é novo, moderno e tem excelente localização. Nas proximidades há restaurantes, bares, lanchonetes, uma excelente sorveteria.

Agora vamos aos passeios que costumo fazer!



CATARATAS BRASILEIRAS
O acesso é pelo Parque Nacional do Iguaçú, uma área de conservação natural. A entrada é feita pelo Centro de Visitantes através da compra de ingressos; carros particulares não podem entrar no Parque e devem ser estacionados no mesmo local (também pago). Abre todos os dias das 9:00 às 17:00h. 

Neste local os visitantes entram em ônibus de turismo de dois andares, com ar-condicionado e podem descer em qualquer parte do parque e, depois, pegar outro ônibus para outra atração ou para retornar.

As cataratas do lado brasileiro são acessadas por trilhas, sendo que a principal tem aproximadamente 1.500m de extensão, dificuldade moderada. Não é aconselhável para pessoas com limitação de locomoção pois há degraus em alguns trechos. No final da mesma há um elevador panorâmico que leva ao nível superior onde está o ponto final dos ônibus, banheiros, lojas de lembranças, lanchonetes e restaurante.

DICAS
1.- Leve consigo uma garrafa de água mineral pois os pontos de venda estão somente no Centro de Visitante e nas proximidade do final da trilha das cataratas.
2.- Há vários coatis pelo Parque e nas trilhas, não os alimente (é proibido) e mantenha-se longe deles pois eles podem ferir seres humanos. Se você não ligar para eles tudo estará bem.
3.- Verifique a(s) bateria(s) e memória da sua câmera pois você vai tirar muitas fotografias.






CATARATAS ARGENTINAS
Localizadas no município fronteiriço de Puerto Iguazú e acessadas pelo Parque Nacional Iguazú onde devem ser comprados os ingressos e pagar pelo estacionamento, se for o caso.

Do centro de turistas parte um charmoso trem aberto (capacidade para 250 pessoas) com destino às duas estações do parque. Todo o acesso ao trem, o mesmo, e as passarelas que dão acesso às cataratas são totalmente adaptadas para pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes.

As passarelas são de metal e construídas sobre o próprio leito do Rio Iguaçú, são totalmente planas (cerca de 700m de extensão) e vão até o topo da Garganta do Diabo.

DICAS
1.- Todas as despesas devem ser pagas em pesos argentinos pois reais e dólares não são aceitos. O melhor local para o câmbio é no centro do município.
2.- Bebidas e comidas são caras para os nossos padrões.
3.- Os banheiros não costumam ser muito limpos.






TEMPLO BUDISTA
Localizado em um bairro alto e a cerca de 8km do centro da cidade, dentre os vários atrativos que oferece esse espaço da cultura oriental se destaca a imponente estátua do Buda Maitreya, feita em concreto e com 7m de altura.

Um local que deve ser evitado quando há chuva, convida à meditação pela paz que traz. Não cobra-se entrada e nem estacionamento. Abre das terça-feiras aos domingos, das 9:30h às 17:00h.

DICAS
1.- Não são permitidas fotografias na parte interna do templo principal.
2.- Próximo a saída há uma lojinha que vende artigos religiosos e água.




COMPRAS NO PARAGUAI
Para muitos é a principal atração de Foz do Iguaçú. Dependendo do que se queira comprar até pode ser, mas seria um injustiça para com as cataratas!

O acesso à Ciudad del Este é feito ela Ponte da Amizade, a qual está sendo duplicada entre 2015 e 2016, e pode ser atravessada à pé, de ônibus, de táxi, com carro particular ou através de vans de turismo. Esta última é a melhor opção, seguida dos táxis, pois os assaltos são muito frequentes nos acessos e sobre a ponte. Evite também usar seu carro particular pois os pouco estacionamentos existentes no outro lado da fronteira são poucos e inseguros.

Os piores dias para se ir lá são as quarta-feiras e os sábados pois são nesses dias que os "sacoleiros" vão às compras. O fuso horário local é de uma hora a menos que o de Brasília.

Teste os produtos comprados antes da retirada da loja pois a garantia oferecida é quase inexistente, excetuando-se os produtos da Apple.

Os melhores locais para uma refeição ou lanche encontram-se dentro dos shopping centers. Costumo comprar nas seguintes lojas: La Petisqueira. Casa Nissei, Monalisa, Mega Eletrônicos, Casa Nippon e no Shopping del Este.


DICAS
1.- Procure sempre pagar com dólar em espécie pois as lojas costumam usar câmbio desfavorável quando se usam reais para pagamento.
2.- Cuidado com suas carteiras e bolsas, evite andar sozinho e procure caminhar pelas ruas principiais.
3.- Existem lojas que aceitam pagamento em cartão de crédito internacional mas cobram sobretaxa que varia de 5 a 10%. Deve-se levar em consideração, também, a conversão de guarani para dólar e para real, além do IOF cobrado pelas operações de crédito.
4.- Procure comprar em lojas confiáveis (as maiores, geralmente) pois há falsificação de produtos.
5.- Evite compras nos camelôs das ruas, o risco é grande tanto na qualidade dos produtos quanto de ser assaltado.
6.- Atente para as regras da Aduana Brasileira.




DUTY FREE ARGENTINO
O duty free shop de Puerto Iguazu fica logo após a ponte Tancredo Neves sobre o Rio Iguaçú, antes de passar pela aduana Argentina.

O local é similar a um shopping center, amplo, muito bem iluminado, com ar-condicionado, estacionamento e banheiros limpos. É divido em seções como eletrônicos, perfumes, maquilagem, bebidas, doces e chocolates, roupas, tênis, relógios, etc. O diferencial é que não são cobrados impostos de importação.

O atendimento é cordial e atencioso no geral, Português é bem entendido. Os pagamentos podem ser feitos em dólar, real ou pesos argentinos, sendo que estes últimos costumam ser mais vantajosos dependendo do câmbio. Cartões de crédito também são aceitos.







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Cruzeiro Pullmantur


Eu, minha esposa e minha filha fizemos um cruzeiro no navio Sovereign da Pullmantur em Janeiro/16. O mesmo constou do seguinte programa:

13/01/16 - embarque em Santos com saída para o Rio de Janeiro;
14/01/16 - chegada ao Rio de Janeiro às 7:00h, saída para a Armação de Búzio às 18:00h;
15/01/16 - chegada a Armação de Buzios 7:00h, saída para a Santos às 18:00h;
16/01/16 -  navegação;
17/01/16 -  chegada a Santos às 7:00h e desembarque.

Compramos o pacote em Março/15 e pagamos aproximadamente R$ 9.000,00 com direito ao pacote de bebidas que inclui água, refrigerantes, sucos, cerveja e vinhos e whiskies. Todas as refeições também são contempladas.

Pela internet contratamos estacionar nosso carro em um estacionamento fechado e coberto, do qual saem vans que levam os passageiros e suas bagagens para o terminal de passageiros e fazem o caminho inverso quando do desembarque.

Chegamos ao terminal de passageiros às 9:30h e conseguimos chegar à nossa cabine somente às 13:15h. Uma verdadeira bagunça o processo de check-in! As instalações do local são boas, amplas e com ar-condicionado, mas os preços cobrados por lanches e refrigerantes são um verdadeiro assalto.

Nossa cabine foi uma classificada como "suíte júnior com varanda" com uma cama de casal mais um sofá-cama, ar-condicionado central, cofre digital, chuveiro sobre uma banheira, com televisor LCD (isso mesmo, não era LED) de 32" na qual passavam alguns canais da Sky e outros com conteúdo da programação do cruzeiro. Não tem frigobar e a água é vendida pelo room service a U$ 2,00 a garrafa de 1,5l, é necessário pedir gelo ao camareiro.

Aqui vai uma observação: tudo a bordo é cobrado em dólares.

Depois de verificar nossa cabine fomos almoçar no restaurante Panorama, serviço de buffet, com capacidade para 588 pessoas; nesse mesmo local era servido o café da manhã. Nossos jantares foram no restaurante O Duero, capacidade para 787 lugares, cardápio que consistia de 3 opções de entrada, 3 ou 4 opções de prato principal e 3 opções de sobremesa, as quais variavam todos os dias. Nosso lugar era pré-determinado em função do número da nossa cabine e o horário (19:30h) foi escolhido quando fechamos o pacote.

Dica: chegue no restaurante Panorama após pelo menos 20 minutos desde que se iniciarem os horários das refeições para evitar os afobados e os apressadinhos.

Há bares espalhados pelo navio nos quais são oferecidos "drinks", cervejas, água, sucos e refrigerante. Não há o que comer neles a não ser salgadinhos tipo "snacks" pagos á parte.

Há duas piscinas e duas Jacuzzis no deck superior do navio mas não espere encontrar paz e tranquilidade nesse recinto, seja pela música excessivamente alta, seja pela educação dos frequentadores.

No salão Broadway são apresentados espetáculos diferentes todas as noites, musicais na sua maioria, em dois horários diferentes. Há também espaço kids, salão de beleza, cassino, spa, academia, salão de jogos de cartas, espaço internet (U$ 25,00 por dia), biblioteca e centro médico. Há também um espaço de lojas - um mini duty-free - nas quais são vendidas jóias, bebidas, chocolates, roupas, relógios, perfumes, etc. Os preços não são convidativos.

Em cada uma das paradas são oferecidas passeios aos turistas - o desembarque é grátis em Búzios. Não participamos de nenhum. para se ter uma idéia o passeio no Rio de Janeiro para o Pão de Açúcar e Corcovado custava U$ 99,00 por pessoa, excluindo-se os ingressos e refeições.

Dicas:
a) Procure sempre comprar a cabine mais cara que se encaixe no seu orçamento, as mais baratas estão localizadas nos decks inferiores e nem possuem janelas que abrem.
b) Tenha toda a paciência do mundo no check-in, você vai passar muito raiva, ficar com fome e sede. Os banheiros lá não são um primor de limpeza.
c) Se possível, não compre seu cruzeiro com muita antecedência: se deixássemos para o fazer cerca de um mês antes do embarque teríamos pago cerca de R$ 3.000,00 a menos.
d) Todo navio balança, algumas vezes mais outras menos; se você acha que vai enjoar leve medicação apropriada.




O horário de verão



Aqui vão alguns fatos sobre o horário de verão, medida odiada por muitos, com a qual alega-se uma “economia de energia elétrica” que varia de 1 a 3% do consumo nacional bruto.


ILUMINAÇÃO PÚBLICA
Não há redução do consumo, as lâmpadas são acesas automaticamente cerca de uma hora mais tarde no novo horário e os pontos são pagos através de contrato fixo em bases mensais.



RESIDÊNCIAS
1.- Você toma menos banhos? Não.
2.-  Lava-se menos roupas? Não.
3.- O quintal fica menos sujo? Não.
4.- Os animais de estimação bebem menos água ou tomam menos banho? Não.
5.- A iluminação é menos utilizada? Não, pode-se dizer que é ligada uma hora mais tarde, mas também é ligada uma hora mais cedo de manhã.
6.- Usa-se menos a geladeira? Não, ao contrário, por estar mais quente nessa época do ano, gasta-se mais energia elétrica ainda.
7.- Usa-se menos os computadores, notebooks, etc.? Não.
8.- Pode-se dizer que há economia com o gasto menor dos chuveiros por causa da temperatura mais quente. Por outro lado, gastamos mais com o uso intenso de ventiladores e do ar-condicionado.
Se você duvida que não há economia, ou ela é insignificante, basta você conferir suas faturas de energia elétrica referentes aos meses antes, durante e depois do horário de verão.


COMÉRCIO
1.- As lojas situadas em ambientes fechados como shopping centers e galerias não são afetadas.
2.- Bares e restaurantes gastam mais energia elétrica por causa da maior quantidade de fregueses por causa da hora adicional de luz solar.


INDÚSTRIA
É o setor da economia mais eficiente no consumo de energia elétrica, o que mais otimiza seu uso. O horário de verão pouco afeta a indústria, talvez, menor gasto com iluminação, mas a economia é insignificante pois a energia elétrica é mais usada nos processos de transformação.
Há segmentos que incrementam o gasto de energia elétrica durante esta época pois aumentam a produção, como nos casos das fabricas de sorvetes e bebidas em geral.


EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA
Este e o único setor que se beneficia do horário de verão pois por causa do deslocamento no horário do pico de demanda, a energia elétrica se torna mais barata para essas empresas nos venderem, sem o devido repasse aos seus consumidores.


Você percebe agora o engodo do horário de verão? O sacrifício do relógio biológico de milhões de pessoas, a alteração do efeito dos remédios de consumo contínuo para hipertensos, diabéticos, etc., vai para o bolso de quem?



Engº Celso Fernandes Araujo

Permitida a reprodução, desde que citada a fonte.